O certificado A1 é um arquivo instalado no computador, com custo fixo (R$ 139,90 por 12 meses no e-CPF A1 da SignaBras em 10/10/2026, cerca de R$ 11,66 por mês), que funciona offline, em qualquer programa que leia o repositório do Windows ou do Mac, sem créditos nem mensalidade. O certificado em nuvem guarda a chave em um provedor e assina pelo aplicativo do celular, com cobrança por créditos ou por período. Bird ID, Vidaas, Safe-ID e NeoID são marcas de nuvem do mercado; a SignaBras vende só A1. Esta comparação usa fatos, aponta onde cada modelo funciona e dá os casos em que o A1 é a escolha simples. Fontes consultadas em 10/10/2026.
O que é cada um
Os dois são certificados ICP-Brasil de pessoa física ou jurídica e produzem assinatura qualificada, com o mesmo valor jurídico pela Lei 14.063/2020 e pela MP 2.200-2/2001. A diferença é onde a chave privada fica e como você a aciona:
- A1: a chave é gerada e fica no computador do titular, dentro de um arquivo .pfx protegido por senha. Qualquer programa que consulte o repositório de certificados do sistema (navegador, Acrobat Reader, emissor de nota, software de folha, assinador do tribunal) a usa. Validade de 12 meses.
- Nuvem (PSC): a chave é gerada e fica em um Prestador de Serviço de Confiança, em hardware criptográfico do provedor. Cada assinatura ou login é autorizado pelo aplicativo no celular (senha, biometria ou código). O computador não guarda nada; os sistemas precisam estar integrados ao provedor ou usar o assinador dele. A regulamentação da ICP-Brasil para a AR Eletrônica, por exemplo, exige que a chave de certificados emitidos por aplicativo fique em PSC (IN ITI 36/2026, art. 55).
O A3 em token ou cartão é um terceiro modelo, comparado em A1 ou A3. A SignaBras não vende A3 nem nuvem.
Comparação ponto a ponto
| Critério | A1 (arquivo) | Nuvem (PSC) |
|---|---|---|
| Onde a chave fica | No computador do titular (.pfx com senha) e no backup | No provedor; autorização pelo celular |
| Custo | Fixo por 12 meses; e-CPF A1 R$ 139,90 e e-CNPJ A1 R$ 159,90 na SignaBras em 10/10/2026 (R$ 11,66 e R$ 13,33 por mês) | Por créditos de uso (modelo do Bird ID) ou por período de 1 a 5 anos, conforme a marca |
| Funciona offline | Sim, no computador em que está instalado | Não; exige celular com internet a cada autorização |
| Funciona em qualquer sistema | Sim, em tudo que lê o repositório do Windows ou do Mac, inclusive web services de folha e NF-e | Só em sistemas integrados ao provedor ou pelo assinador dele |
| Servidores e automação | Sim, é o padrão de ERPs e emissores | Não se aplica; cada assinatura exige aprovação no app |
| Vários dispositivos | Instala-se o arquivo em cada computador | Nativo: qualquer dispositivo, com o celular |
| Uso pelo celular | Limitado (poucos apps leem o .pfx) | Nativo |
| Perda do dispositivo | Perder o arquivo sem backup exige nova emissão | Troca de celular pelo provedor, sem reemitir |
| Validade | 12 meses | 1 a 5 anos, conforme o produto |
| Emissão | Online, videoconferência de cerca de 5 minutos, liberação em até 15 minutos | Online, pelo app do provedor, com validação equivalente |
Sobre custo, um esclarecimento honesto: coletamos em 10/10/2026 os preços à vista do A1 em nove certificadoras e revendas, com e-CPF A1 de 12 meses entre R$ 99,90 e R$ 195 (quanto custa um certificado digital em 2026). Não coletamos preços de varejo de certificados em nuvem, porque o modelo varia de marca para marca (créditos, períodos de 1 a 5 anos, planos profissionais) e muda com frequência. O que se sabe do modelo do Bird ID vem do manual da própria Soluti: a obtenção do certificado é gratuita e o uso depende de “créditos ativos”, em pacotes com quantidade de autenticações, assinaturas e validade próprias, recarregados pelo site ou pelo aplicativo (manual da Soluti, recarga Bird ID). Para comparar o custo total, pergunte à AC quantas assinaturas e logins o pacote inclui e por quanto tempo.
Casos em que o A1 é a escolha simples
- Emissão de nota fiscal e obrigações da empresa. Emissores de NF-e, softwares de folha e contabilidade e ERPs transmitem por web service com o certificado instalado. É o uso para o qual o e-CNPJ A1 foi feito; veja configurar o A1 no emissor de nota.
- Contador com dezenas de clientes. O e-CPF A1 no computador do escritório acessa o e-CAC e o eSocial por procuração e assina em lote sem aprovar cada operação no celular. Roteiro em certificado digital para contador.
- Assinatura de PDFs no computador. Acrobat Reader e assinadores de PDF leem o A1 direto; o resultado é verificável em validar.iti.gov.br.
- Advogado no PJeOffice. O assinador oficial tem configuração própria para A1, sem token nem leitora (certificado digital para advogado).
- Custo previsível. Um valor por ano, sem contar créditos nem renovar pacotes no meio do caminho.
- Ambientes sem celular. Setores com restrição a aparelhos, servidores, máquinas de automação.
Casos em que a nuvem faz sentido
Fatos, não marketing: a nuvem é a melhor opção para quem assina principalmente pelo celular, usa vários dispositivos sem querer instalar arquivo em cada um, trabalha em plataformas integradas ao provedor (prescrição médica, assinatura online em lote, alguns tribunais via assinador do provedor) ou quer validade longa sem reemitir a cada 12 meses. É também o modelo dos programas institucionais, como o certificado do CFM para médicos (certificado digital para médico). Se o seu uso é esse, procure a AC de sua preferência; a SignaBras não oferece nuvem e não vai dizer que o A1 resolve o que ele não resolve.
Muita gente acaba com os dois: nuvem para o celular e A1 no computador de trabalho. Não há limite de certificados por CPF ou CNPJ.
Segurança: o que cada modelo pede de você
O certificado em nuvem concentra a proteção no provedor e no celular; o risco de cópia do arquivo desaparece, e o cuidado passa a ser com o aparelho e as credenciais do app. O A1 pede três disciplinas: senha forte no .pfx, backup em local seguro e cuidado ao instalar em computadores compartilhados. Perdido o arquivo ou a senha, não há “segunda via”: emite-se outro (perdi o arquivo do certificado; como fazer backup do A1). Os dois modelos têm revogação imediata em caso de comprometimento (revogação).
Horizonte: o A1 até 2029
A Resolução CG ICP-Brasil 211/2024 prevê a descontinuidade dos certificados A1 e A2 com adequação até março de 2029, com o selo eletrônico como substituto nas notas fiscais. Um A1 de 12 meses emitido hoje vence bem antes disso, e a transição será feita pelas ACs e pelos emissores. Detalhes em o certificado A1 vai acabar em 2029 e no verbete selo eletrônico.
Como emitir o A1
Na SignaBras, o e-CPF A1 custa R$ 139,90 e o e-CNPJ A1 R$ 159,90, por 12 meses, em 10/10/2026, sem taxa de emissão. A compra é sem cadastro, o pagamento por Pix ou cartão, a videoconferência com a AC Soluti dura cerca de 5 minutos e o arquivo é liberado em até 15 minutos após a aprovação, em horário comercial (como funciona a videoconferência). Instalação e backup em como instalar o certificado A1; requisitos em documentos e requisitos; política de garantia e reembolso.
Resumo
- A1: arquivo no computador, custo fixo (R$ 11,66 por mês no e-CPF A1 em 10/10/2026), offline, em qualquer sistema, sem créditos; pede backup; 12 meses.
- Nuvem: chave no provedor, uso pelo celular e em vários dispositivos, cobrança por créditos ou período; depende de integração; não vendemos.
- A1 ganha em nota fiscal, folha, contabilidade por procuração, assinatura de PDF no computador, PJeOffice, servidores e custo previsível.
- Nuvem ganha em celular, múltiplos dispositivos, plataformas integradas e validade longa.
Mais comparações em A1 ou A3, comparar certificadoras e no hub de perguntas frequentes.
Perguntas frequentes
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